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Maturidade Tecnológica: o que é e como isso influencia para transformar sua inovação em uma vantagem

Toda inovação, antes de ser materializada em uma solução tecnológica, passa por estágios de desenvolvimento, para que deixe de ser apenas uma ideia (não protegível por Propriedade Intelectual) e se transforme em um produto, processo e/ou método (de marketing ou organizacional).

Na década de 70 a agência estado-unidense NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço) desenvolveu e implementou uma metodologia de análise de estágios de desenvolvimento da inovação, conhecida como TRL (Technology Readiness Level) definindo e detalhando etapas de maturidade tecnológica, dividindo-as em 09 níveis (MANKINS, 1995).

Tais níveis iniciam quando a tecnologia ainda pode ser compreendida como um princípio básico (ideia), passando pelo estágio de conceito, o qual deve ser submetido à prática experimental e crítica, até ser desenvolvido e aprovado por meio de operações bem sucedidas.

O objetivo principal deste mapeamento era guiar os desenvolvedores sobre quais deveriam ser suas preocupações em cada um dos estágios de desenvolvimento da tecnologia, bem como guiá-los sobre os próximos passos esperados, e os cuidados devidos em cada etapa.

Devido à adaptabilidade que o sistema proposto pela NASA provê para Agentes de Inovação, vários setores de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P, D &I) ao redor do mundo passaram a aplicá-los em seus centros de pesquisas para dispor de uma sistemática para ordenar tecnologias.

No Brasil, a ABNT NBR ISO 16290 “Sistemas espaciais – Definição dos níveis de maturidade da tecnologia (TRL) e de seus critérios de avaliação” pode ser entendido como uma versão adaptada dessa metodologia, já que consta com estrutura, redação e técnica idênticas.

Do ponto de vista legal, também há cuidados e medidas legais recomendadas os quais se relacionam com etapas de maturidade tecnológicas.

Você sabe quais são elas? Sabe qual o nível de maturidade tecnológica da sua inovação?

Um passo importante na proteção da Inovação é a verificação de uma Prospecção Tecnológica, ou, de forma complementar e/ou alternativa uma Busca e Análise de Patenteabilidade, você sabe qual a diferença entre as duas?

Quer saber mais sobre Análise de Patenteabilidade? Clique aqui: Análise de Patenteabilidade: Requisitos e Vantagens necessárias

Este conteúdo tem natureza informativa e não equivale a uma consulta jurídica.

Autor:


Maikon Oliveira

Sócio Coordenador da Área de Patentes e Gestão da Inovação

Núcleo de Propriedade Intelectual

Fontes:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR ISO 9001: Sistemas de Gestão da Qualidade Rio de Janeiro, 2008.

BRASIL. Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996. Regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial. Diário Oficial da União, 15 de maio de 1996.

MANKINS, John. Technology Readiness Level – A White Paper. 1995. Washington

OLIVEIRA, Maikon Andrew Batista de. Guia para Proteção de Inovação por Obtenção de Carta Patente. Tese (Pós Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação) – Setor de Ciências Sociais, Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2020.

INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL - INPI. Manual para o depositante de patentes. Diretoria de Patentes – DIRPA. 2015

Technological Maturity: Do you know what it is and how it influences to transform your innovation into a competitive advantage?

Before being a technological solution, every innovation goes through development stages, so that it stops being just an idea (not protected by Intellectual Property) and becomes a product, process and/or method (marketing or organizational).

The US agency NASA (National Aeronautics and Space Administration) developed and implemented a methodology for analyzing the stages of innovation development, known as TRL (Technology Readiness Level), defining and detailing stages of technological maturity, dividing it into 09 levels (MANKINS, 1995).

Such levels start when the technology can still be understood as a basic principle (idea), going through the concept stage, when it must be subjected to experimental and critical practice, until it is developed and approved through successful operations.

The main goal of this mapping is to guide developers on what their concerns should be in each of the technology development stages, as well as guide them on the expected next steps, and the due care in each step.

Due to the adaptability that the system proposed by NASA provides for Innovation Agents, several Research, Development and Innovation (R, D & I) sectors around the world started to apply it in their research centers, in order to have a systematic system for ordering technologies.

In Brazil, ABNT (Brazilian Association of Technical Standards) - NBR ISO 16290 “Spatial systems – Definition of technology maturity levels (TRL) and their evaluation criteria” can be understood as an adapted version of this methodology, since it has an identical structure, wording and technique.

From the legal perspective, there are also recommended precautions and legal measures related to technological maturity stages.

Do you know which are? Do you know the technological maturity level of your innovation?

An important step in the protection of Innovation is the verification of a Technological Prospecting, or, in a complementary and/or alternative way, a Patentability Search and Analysis, do you know the difference between them?

Do you want to know more about Technological Prospecting? Click here: Prospecção Tecnológica: Como os bancos de patentes podem ser utilizados como fonte de informação

Do you want to know more about Patentability Analysis? Click here: Análise de Patenteabilidade: Requisitos e Vantagens necessárias

This content is for informational purposes only and cannot be considered legal advice.

Author:


Maikon Oliveira

Coordinator Partner of the Area of Patents and Innovation Management

Intellectual Property Department

Sources:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR ISO 9001: Sistemas de Gestão da Qualidade Rio de Janeiro, 2008.

BRASIL. Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996. Regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial. Diário Oficial da União, 15 de maio de 1996.

MANKINS, John. Technology Readiness Level – A White Paper. 1995. Washington

OLIVEIRA, Maikon Andrew Batista de. Guia para Proteção de Inovação por Obtenção de Carta Patente. Tese (Pós Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação) – Setor de Ciências Sociais, Universidade Federal do Paraná. Curitiba, 2020.

INSTITUTO NACIONAL DA PROPRIEDADE INDUSTRIAL - INPI. Manual para o depositante de patentes. Diretoria de Patentes – DIRPA. 2015

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